Milésimos de segundo…

Escrito por Fernanda

Os que não conhecem esta pseudo-desenhista de sonhos e confins, jamais suspeitariam o quanto ela vive.
“Vive como?”
Aos cinco léus, pesados e moderados ângulos de um despertar faminto, viril, sedento de noite.
“Que noite é esta?”
Noite, noites perto do mar… agraciada com o sutil hálito do despertar.
“Quem é o mar?”
Boa pergunta!
Ele é meu, pois sou areia,
fragmentada em tantas e tantas vezes só para perto dele viver
E amar!
Te amar!

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CURRALINHO – ILHA DE MARAJÓ – PARÁ

Fonte: Setor de Obras Raras da FCP

Pelo menos desde os anos de 1830 o pequeno povoado, conhecido como “Sítio Marauarus”, passou a ser chamado de ‘Fazenda do Curralinho’, depois, em 1850, de ‘Freguezia de São João Baptista do Curralinho’, em 1865, de ‘Villa do Curralinho’ e em 1870, de Município de Curralinho. Por volta de 1853 foi necessário criar na “Fazenda do Curralinho” um ponto de parada, uma estação que serviria de escala para as embarcações que subiam e desciam o rio. As terras não eram apropriadas para criação do gado em grande escala, abrindo espaço para os Regatões que comercializavam produtos vegetais e animais por onde passavam. E foi assim que os viajantes, depois das difíceis viagens, encontravam às margens do rio Pará, uma fazendinha, um pequeno espaço de terra alagada semelhante a um CURRAL. Era uma parada quase que obrigatória, que originou as expressões: “encostamos em Curralinho”; “dormiremos em Curralinho”.

Pelo menos desde os anos de 1830 o pequeno povoado, conhecido como “Sítio Marauarus”, passou a ser chamado de ‘Fazenda do Curralinho’, depois, em 1850, de ‘Freguezia de São João Baptista do Curralinho’, em 1865, de ‘Villa do Curralinho’ e em 1870, de Município de Curralinho. Por volta de 1853 foi necessário criar na “Fazenda do Curralinho” um ponto de parada, uma estação que serviria de escala para as embarcações que subiam e desciam o rio. As terras não eram apropriadas para criação do gado em grande escala, abrindo espaço para os Regatões que comercializavam produtos vegetais e animais por onde passavam. E foi assim que os viajantes, depois das difíceis viagens, encontravam às margens do rio Pará, uma fazendinha, um pequeno espaço de terra alagada semelhante a um CURRAL. Era uma parada quase que obrigatória, que originou as expressões: “encostamos em Curralinho”; “dormiremos em Curralinho”.

De 1870 a 2019, comemoramos 149 anos de Município. Mas lá se vão quase 200 anos de existência desde o primeiro povoado. Em “A ditadura das águas”, por suas belezas e encantos naturais, Giovanni Gallo disse que “o Marajó é o último recanto do Éden”. Acrescento uma coisa, é o ‘recanto do Éden’ antes e depois do pecado original. Antes, pelas belezas, depois pela miséria e abandono. É preciso comemorar o aniversário de Curralinho sim! Mas também, acima de tudo, é necessário maior responsabilidade e compromisso para uma população educada, acolhedora e gentil, que tenta, diante das dificuldades da vida, ser feliz. Esperamos por dias melhores. E eles virão!

“À minha Curralinho/ minha alegria/ minha tristeza/ minha conquista!”

DIZ O ÍNDIO…

“Diz o índio” sobre uma grande amizade. Tenho a imensa alegria de ser amigo do sujeito mais gentil que a vida me permitiu conhecer: o “índio” Rafael Santos. Sempre foi uma grata surpresa desde o dia que iniciamos a graduação em História, pelos idos de tanto e longo tempo. O Rafael é daqueles amigos que encontramos naquele livrinho infantil da Vana Campos: “Um amigo assim para mim”. Aquele que é igualzinho a gente, só que diferente. Tem ideias diferentes mas que combinam com o que gente pensa. Aquele amigo que sempre está lá no cantinho – em Castanhal, aguardando o chamado sem medir qualquer esforço para ajudar. É daqueles seres humanos de alma boa e feliz que a gente sempre gosta de estar perto.

Rafael Rogério Nascimento dos Santos vai lançar seu primeiro livro “Diz o índio…: Políticas indígenas no Vale Amazônico (1777-1798). Disponível no site editora Paco Editorial: https://www.pacolivros.com.br/diz_o_indio/prod-6584858/?fbclid=IwAR2odgA8U0rn3vkCjqjjm1RVXFPKyzVULKlLih8gLllnXcyHOuAZr5yriII

Dois bons samaritanos

O provérbio bíblico diz: “há amigos mais chegados que um irmão”. Há muita verdade nisso! A felicidade é grande de poder contar com o carinho a atenção de um amigo que tira um tempo de sua vida para abrilhantar e acalantar a nossa. Faz toda diferença poder contar com alguém que entra no universo da nossa solidão e nos traz de volta para vida real. Amigos que dizem: calma, você vai conseguir! Nossa força e determinação poderia estar enfraquecida e ficar pelo caminho se não fosse o incentivo alegre e eternamente firme de pessoas que sempre acreditam em você, mesmo diante das fragilidades. ATenho dois amigos que a vida me presenteou para confissão da própria vida. Vocês devem conhecer aquela história do homem que quando caiu nas mãos dos assaltantes lhe tiraram tudo. Muitos se desviaram e passaram pelos lados, mas um samaritano chegou onde estava o homem e o ajudou. Pois bem, os dois amigos são “dois bons samaritanos” na minha vida e importantes artífices da alma. Adriane, uma mulher determinada, um exemplo de luta e perseverança. Sempre com sorriso no rosto firme e disposta a ajudar. O Raí é, sem dúvida alguma, aquele sujeito que está em Hebreus 11:38: “homens de que este mundo não é digno!”. Uma pessoa boa demais para este mundo e um grande vencedor! Sua bondade e pureza de alma alinhada à disposição de sempre querer ajudar o amigo serão sempre inesquecíveis. É sempre bom poder contar com alguém, é necessário encontrar um bom samaritano na vida. Neste caso, tenho dois!

Diálogo com uma menina de 6 anos

Pai, um homem pode usar brincos?

Claro que pode, filha! As pessoas são livres para usarem o que desejarem, elas se sentindo bem com isso não há problema algum.

Ah! Então posso usar maquiagem, né?

Ainda não, você é muito criança para isso.

Tempo depois, eis o argumento fulminante: mas você acabou de dizer que as pessoas são livres para usarem o que quiserem.

Por hoje, eu fico com a pureza da resposta das crianças.